Cebes - Centro Brasileiro de Estudos de Saúde

Núcleos do Cebes

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A Diretoria do Cebes tem se esforçado em contatar membros atuais e antigos, no sentido de reativar a rede de núcleos regionais, para que possam contribuir com a tarefa de retomada dos debates sobre os rumos da Reforma Sanitária.

A principal orientação para a formação dos núcleos é a aceitação dos princípios de luta pela democratização da saúde; pela garantia do direito dos cidadãos; por uma atenção integral e eqüitativa; por um sistema de qualidade, e com capacidade de atender às demandas. Estes princípios integram o documento o “O SUS pra valer: universal, humanizado e de qualidade” (anexo no rodapé da página).

A avaliação do Cebes é que faz-se necessário reconstruir um novo bloco de forças sociais que assegure a manutenção dos rumos da Reforma Sanitária. Assim, para transitar do SUS atual para o “SUS pra Valer” é preciso: romper o insulamento do setor saúde; estabelecer responsabilidades sanitárias e direitos dos cidadãos usuários; intensificar a participação e controle social; aumentar a cobertura e a resolutibilidade ; mudar radicalmente o modelo de atenção à saúde; formar e valorizar os trabalhadores da saúde; aprofundar o modelo de gestão; aumentar a transparência e controle dos gastos; ampliar a capacidade de regulação do Estado; superar a insegurança e o sub-financiamento.

Neste processo, o lugar do Cebes deve ser aquele que retoma suas características originais: um espaço da discussão da política em saúde, para além do espaço de discussão da política de saúde. Ou seja, um espaço plural de encontro do conhecimento científico com a análise política que permite transformar o saber em propostas estratégicas de intervenção na realidade.

A renovação institucional e a inovação gerencial para democratização da saúde fazem parte de um projeto que merece mobilização constante. Assim, o Cebes pretende ser um ator autônomo, capaz de forjar redes políticas que exerçam a crítica como instrumento de reflexão e ação, na defesa de uma ética pública.

Estas são algumas das diretrizes expressas na Plataforma Política para a Diretoria Nacional do Cebes (2006-2009) . Assim, ambos documentos (“O SUS pra Valer” e a Plataforma) devem ser discutidos por aqueles grupos de cebianos que pretendem organizar os Núcleos e que se comprometam a levar adiante estas propostas.

Além de comunicar ao Cebes nacional a formação do Núcleo, e solicitar o envio de materiais e subsídios, espera-se que os grupos promovam a discussão permanente das políticas de saúde em sua região. A produção dos Núcleos deve ser encaminhada ao Boletim do Cebes para divulgação. Além disso, espera-se o empenho dos Núcleos na campanha de novas filiações e no envio de artigos para a Revista Saúde em Debate.

Anexo

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